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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Shit.

Por onde tens andado durante tanto tempo? Pedi a mim mesmo vezes sem conta para que fosses mas o que farei se nunca mais te vir? Morrerei bem a seguir a ti no fim...
Aquele lugar na minha mente, é aquele espaço a que chamas meu.
Esperei demasiado tempo por tudo isto sem nunca desejar uma virgula que seja do que se passa.
E nós sentimos sós por vezes...
Pergunto-me se os pedaços serão tão bons como o todo?
Assim, enterra todos os teus segredos na minha pele e desaparece com a inocência, deixa-me com os meus pecados. O ar que me rodeia ainda parece uma gaiola e o amor é somente uma camuflagem para o que parece ser raiva novamente...
Então se me amas, deixa-me ir e foge antes que eu saiba, o meu coração está demasiado sombrio para se importar... Eu não posso destruir o que não tenho. Entrega-me ao meu destino, se estou sozinho não tenho o que odiar, eu não mereço ter-te, o foi sorriso foi tomado há muito tempo, se eu posso mudar, espero nunca saber...

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Álcool.
Esse que detestava agora é um grande amigo meu. Tornou-me algumas coisas fáceis.
Mantinha-me calmo e sem dizer uma palavra.
Tive duas fases na vida: a do certinha e a do não querer saber de nada...
Estava obviamente na última fase.
Certinho.
O mais beto, mais “riquinho” que possas imaginar, o mais humilde o mais menino e acima de tudo o mais feliz.
Tudo era sonhar acordado, até me aperceber que tu te tinhas atravessado na minha vida. Vida. Não sei dela, confesso aos meus botões que para mim és tu que a tens...
Por vezes penso que foi o peso de ter comigo, a responsabilidade que iria carregar que me deixou como ando. Não estou com isto a dizer que a culpa é tua ou algo semelhante apenas que o que outrora o meu corpo/coração carregou não chegou para alguém como tu.
Não.
Não te vou descrever porque já o fiz outrora e se era suposto mudar ou intensificar algo não resultou e hoje resultaria muito menos porque não estou virado para aí.
Sinceramente não me perguntes como ando porque não sei o que responder e se insistirem muito direi que está tudo bem.
Prefiro assim, resposta fácil e ninguém te faz mais perguntas e caso façam é de certeza sobre algo sem ser eu. Aprende.
E quando as ovelhas ficaram todas tosquiadas procurei-te por todo o lado... Encontrei-te? Ou perdi-te?
Agora sou um homem sem aspecto para ti que observa casais e bandas em busca de fantasmas do passado... Já te encontrei??
Álcool.
Encontrei-o por acaso. Agora vou eu e ele ver a vergonha da noite onde fui mais intensamente feliz. Fomos donos da noite. Das nossas noites.
Agora observo o que casais, solteiras, solteiros e até mesmo burros porque eles aparecem por todos os lados...
Não faço figuras tristes porque não chego ao ponto que cheguei em tempos de angustia, de choro e revolta. Comporto-me bem mas com álcool.
Sento-me no melhor lugar da casa e exijo não ter companhias. Viro egoísta de noite.
Olha, olha mais um perdidinho, isso paga-lhe uma, duas bebidas que mais logo quando quiseres e o teu estalo for ainda maior ela desembarca e tu andas a pedir dinheiro aos teus amigos para mais uma bebida com saber a derrota. Fácil. Caíste que nem um pato, ela vem dançar bem junto a ti e tu julgaste o maior. És o maior otário da pista esta noite... Nem quero ver mais...
Viro o jogo.
Crime. Alerta Crime. Se o meu corpo me deixasse ia ao pé de ti e dava-te um par de estalos, arregalava-te os olhos e chamava-te burro, otário, estúpido, pessoa vendada.
Esquece. Não és nada disso. És bem mais e por isso nem existe vocabulário para ti seu monte de merda andante. Esqueçam os palavrões, foi um erro meu.
Abre os olhos e percebe que essa mulher, essa mulher que é uma senhora merece bem mais do que uma noite numa discoteca onde existem mãos traiçoeiras e olhares fixantes que podem terminar de punho fechado.
Percebe que isto, este local, estes cheiros não é para pessoas como ela, é para gente como eu. Gente que quer lá saber se tu ou mais mil pessoas me tomam por bêbado, sem escrúpulos ou o mais derrotista da geração de 90? Mas que raio te importa a ti se faço isto ou aquilo? Diz-me? Que te interessa? Não chega a tua vida? A tua felicidade? Então para quê o desejo da minha infelicidade? Não me importa em nada, o que passas agora eu já passei e verifico q os erros eu já passei e verifico que os erros que cada um de nós comete são exemplos somente para os mais perspicazes e inteligentes e para os que ligaram ao que lhes disse...
Tu és apenas mais um errante (bem-vindo antes de mais), mais um.
Eu sei que agora eu é que sou tolo e que não faz a mínima ideia do que está a dizer. Tolo.
Sempre tive um pouco disso comigo é uma verdade. E também nunca o escondi. Acredito que é um tolice que se torna doce com o tempo.
Chama-me o que quiseres que de nenhuma forma te darei conversa porque sei de que lado está a razão...
Sai daqui. Desampara a loja. Desampara a loja e leva-a contigo antes que te percas sem necessidade.
Percebe que mulheres como a tua não precisam de viver estes lugares, pelo menos vive-lo contigo...
Merecem castelos, viagens, ilhas, aventuras, romance, paixão, exclusividade, bons pormenores, paciência, alegria, sorrisos, viver, aprender e de amor.
Amor sempre. Não. De sonho não. Basta que ache muito bonito. Basta isso. E irás perceber o que te quero dizer.
A tua mulher não precisa de luzes rítmicas, de barulho, de shot's nem de danças bem juntinho a centenas de pessoas com o cheiro a suor á mistura...
Precisa de ti, de tranquilidade, de um abraço e de silêncio. Precisa de andar de mão dada na praia vazia enquanto chove sem sentir frio porque o teu simples gesto a aquece naquele momento, precisa de céu estrelado enquanto o observa deitada no teu peito, precisa do brilho do luar nos olhos dela...
Acorda.
Acorda, sai daqui e faz um bom trabalho.
Não.
Não me agradeças.
Isto não é ajudar. É o outro lado das coisas...




Ruben Fonseca



28 de Agosto 2011

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Não me pertence 32

Então?


Então o quê??

Nao me vais responder?!

Não. Não respondo a coisas lógicas...

Isto não é lógico. Pode é ser complicado.

Sem dúvida!

Vá, responde!

Ao quê?

Comigo ou sem mim??

Contigo! Sempre gostei de sofrer...

Não sejas estúpido.

É a verdade.

Se sabes que vais sofrer comigo porque razão é que nao escolheste o "sem mim"??

Porque quero ser feliz...

terça-feira, 5 de abril de 2011

No Strings Attached





















Adivinhem...

Ela aproximou-se!

Acaba sempre tudo bem, como um e o outro queriam,

fazem parecer fácil aquilo que para alguns não é bem assim.

Daí isto ser um filme...

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O habitual ao qual não me habituo...

Olá.
Sou um rapaz feito.
E é isto que se vai passar. Tu está apaixonada por mim. Sendo assim e como sempre fui de aproveitar tudo o que me dão vou aproveitar como é óbvio essa tua paixoneta iludida.
Assim, vou te dar carinho depois abraços e num instante estaremos nos beijos.
A partir daqui é fácil, mando-te mensagens parvas e sem tema concreto num dia e no outro digo que contigo estou feliz...
Zango-me com os teus amigos e companhias e até ando á porrada com um ou mais para dar uma de forte e de bad boy que vocês tanto gostam...
Faço-te feliz e nota-se tão bem não só nos olhos mas também na maneira como olhas para as flores que te dou e para os pássaros que pairam na tua varanda.
A noite é toda nossa e ficas radiante comigo e com o que se passa entre nós, de manhã desapareço e não te motivos para o sucedido. Sempre fui perito em desaparecer da vida das pessoas quando elas menos contavam.
Não te digo nada durante algum tempo e tu sofres. Eu volto com o tempo e pergunto-te:"-O que é o amor sem sofrimento xuxu??"
Passas de namorada a amiga confidente e impulso de confiança sem te dares por isso...
Sabes o que me sabe melhor? É que tu não podes fazer nada acerca disso porque me amas e tens medo de me perder...
E fazes figas para que tal nunca aconteça. Eu detesto figas...

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Quantos já...

"Mas não te fazia feliz,
Assumia quando via
Que ela só era feliz e sorria
Quando bebia,
E eu pedia -Não me deixes!
Mas já nem te via um brilho
Não te via namorada
Mas sim mãe dos meus filhos...
Aprendi a viver sem ti
Ás vezes eu penso em ti
O que eu á um mês eu sentia
Agora é so sem ti
Não te quero mais á frente
Nem que tu te esfoles
O meu amor por ti é cego
Mas não pede esmolas..."
Quantos homens, rapazes já sentiram mesmo mesmo isto??
Não me pertence, nem a letra nem o sentimento...

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Não me diz respeito mas...

"Tenho frio..." disse-me ela com o seu olhar de quem queria muito o meu abraço.
"Anda cá! Ficas já quentinha..." Disse-lhe eu ao mesmo tempo que os meus dois braços a prendiam somente a mim.
"Estou bem melhor oh quentinho!" e sorriu.
"Bem melhor estou eu agora cubo de gelo." Sorriu ela novamente, tinha a facilidade de te fazer sorrir com uma simples frase o que era mágico porque não eras pessoa de andar sempre a sorrir.
"Sabes, isto vai durar bem mais do que tu pensas..." referiu ao mesmo tempo que me olhou nos olhos, eu aqui, aqui ficava sempre com um nervosismo na barriga e encantado pela tua pureza estar assim tão reflectida nos teus únicos olhos.
"Não vamos pensar nisso agora..." é verdade, eu fugia e fugi sempre a este tema, tinha bem encaixado que quando os dias fossem maiores que as noites eu, já andaria novamente com quem andava á alguns meses atrás. Tinha e tive medo de te dizer que era isso que se ia passar, eu gostava de ti, não te amava mas gostava de ti. O problema é que tu gostavas ainda mais de mim do que eu de ti.
"Tudo bem, só queria que tivesses consciência disso!" e agarrou-me no queixo.
"Eu tenho, eu tenho..." menti-te, quer dizer não foi bem mentir porque eu tinha conciência... de que aquilo não ia durar muito. Consideremos uma ocultação de um facto que para mim era certo.Não me sentia propriamente mal com o que se passava porque no fundo, tu estavas feliz eu não, mas tu sim e eu deixei andar.E então demos um beijo como tantos outros que foram dados e só me vinha a cabeça a música dos Coldplay "Trouble" quando ele canta "And I never meant to cause you trouble, I never meant to do you wrong..." mais tarde fizeram sentido mas naquele momento não.O beijo nao me soube bem, não trazias o amor que era costume nem eu o gosto que era habitual. Tive medo, ali, percebi que tu também como eu já sabias que aquilo iria ficar por ali. Pensei que demorasses mais tempo, sempre esperei pouco de ti e muitas vezes fui supreendido por ti.Liguei o carro que tanto gostavas e que consideravas confortável, o carro cujo foi alvo de tanta brincadeira, tanta conversa só nossa e muito nossa.Liguei o carro e fomos embora dali. Puseste o rádio mais baixo. O que se passa? Não é costume fazeres isto, é costume o contrário. O que se passa?
Foi então que no teu bom inglês me dizes." I can't keep being your second choice. Not when you are my first."
Aterrorizei-me ao descobrir que afinal tu já sabias o mesmo, como eu, que aquilo iria terminar mais cedo do que tu e só tu queria que acabasse.Depois do aterrorizado fiquei muito f*****, por tu saberes e não me teres dito nada, sem razão para ficar assim mas fiquei, f*****. Nós, homens, somos sempre assim, erramos mas empurramos sempre o erro para a mulher, talvez por ter uma imagem (enganadora) de um ser frágil. Em seguida a terceira não entrou, arranhou, arranhou e lá entrou e as tuas palavaras arranharam bem mais que a terceira acredita. Encostei o carro, pus os quatro piscas, desliguei o carro e só depois olhei para ti. Já choravas. Meu Deus, como fui capaz de te por assim, choravas e as lágrimas caiam sobre o teu rosto até serem dissolvidas no teu cachecol.
Eu bem queria falar mas nem sabia o que te dizer e depois da coragem me aparecer disse-te:"Não é por mim é por ti, não chores, eu não mereço nem uma lágrima tua pelo que te estou a fazer. Tenho muita pena acredita que tenhas descoberto tudo sozinha acredita." Viras-te a cara para a janela. Detestava quando o fazias e tu sabias bem disso.
"Chama-me estúpido, um parvo, homem sem coragem e um utilizador de bons coraçoes porque tens toda a razão. Agora por favor não chores."
Tornas-te a olhar para mim e dizes-me: " Mas eu Amo-te..." eu dei-te um abraço e disse-te: "Eu só gosto de ti, muito mas só gosto... Desculpa-me." E ficamos cerca de vinte minutos enrolados um no outro com lágrimas e silêncio em nosso redor.

Assim, quando os dias foram maiores que as noites estavamos nós com os nossos amigos e onde era suposto passarmos férias... Tu continuavas com o brilho nos olhos mas fundamentalmente olhavas como quem me dizia: "Fizeste-me e fazes-me feliz... Valeu a pena, acabou mas foi muito bom." eu continuava com o olhar de um muito obrigado por ainda estares do meu lado.