domingo, 17 de julho de 2011

A verdade Portuguesa

"Nasceram aqui mas o B.I. nunca foi amarelo
Correram aqui mas viram-se ultrapassados pelo Obikwelu
Jogaram aqui mas acabaram fintados pelo Deco
Gritaram Portugal mas Portugal nunca fez eco
Viraram á esquerda e á direita e deram de caras com um beco
Ajoelharam-se a Fátima mas falaram para o Boneco
Perdoa-me Deus se isto é blasfémia
Mas o Portugal do macho não é o Portugal da fêmea
Portugal do rico não é Portugal do pobre
Portugal de ouro e prata Portugal de latão e cobre
Portugal para o turismo e um Portugal que se encobre
Portugal para Lisboa e Porto e Portugal para o que sobra..."


Portugal aos Portugueses...

Do que se lê por ai:

"Há muitas pessoas que conseguem empurrar o baloiço correctamente, mas, muito poucas te dão a sensação que estás a voar.."



terça-feira, 21 de junho de 2011

Como é que se Esquece Alguém que se Ama?

Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está? As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar. É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução. Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha. Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado. O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.


Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Alguns slides...

Onde estão os meus amigos?

Remotas memórias saltitam...Cheiros, odores, miragens.

O café. O sorriso.

O:"Olá como está!" e outras encenações.

A novidade. A vizinha que andava de pijama fugiu, amanhã vem no jornal.

Ai..os finos no Gardens.

Os destemidos tremoços.

Moços, canalha, navalha.

Pensa coração

Amigos onde estais?

A sueca com cervejas à mistura. O relato da bola. A malha, as setas, o gozo do relógio. Sandes mistas, pizzas, vinho do Andrade.

Domingo. Especialmente domingo

Ressacados, dentes lavados e água em plástico labrego

Salteadores da razão perdida.Perdidos, enjaulados.

Revista J. O cú da outra. Regalo para a vista.

Suplemento a cores com risos grandes. Apodrecendo lentamente o azul das águas E eu impotente. A raiva afogada entre copos e pernas de mulheres. Que não são putas nem são falsas nem são nada São pernas de mulheres e copos simplesmente.

Paga-se a saudade com cartão de crédito.

Táxi

Leva-me para onde está o meu amor

Táxi

Leva-me para lá de mim

Táxi

Atropela-me os sentidos e a alma para não deixar vestígios...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Descobri que

as pessoas gostam mais de falar comigo ao telemóvel quando já estou deitado e preparado para dormir.
Algumas chegam até a dizer que fico com uma voz sexy.
Eu. Com uma voz sexy.
As coisas que ouço...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

E hoje:

Vou fazer algo que já não faço ao tempo...

jogar playstation.


(já estou todo enferrujado de certeza)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

So put your hands across the water


"I got too many regrets
I've smoked too many cigarrettes
I've had more blondes than brunettes
I'm not expecting your symphathy
But it's all been too much for me..."



Por hoje é tudo, obrigado.