terça-feira, 19 de julho de 2011

Coisa ao qual ainda nao me habituei:

Á minha estupidez.

(Tem dias em que nao percebo como consigo conter tanta)

domingo, 17 de julho de 2011

O falso Rei, a Rainha e o Monstro:

Aqui o monstrinho é que me percebe.

Todos Nós:

De tudo o que se vai passando nas nossas e nas alheias vidas, nós mais uns que outros aprendem e sentem que por vezes não estaremos afinal de contas a fazer o mais lógico.Mas agora eu pergunto afinal o que é lógico? O que será realmento lógico? O que será?Onde será que afinal cometemos os maiores erros?Em amar quem não devemos? Em adoroa os nossos amigos? Em passar mais tempo na rua que em casa? Em jogar mais futebol em vez de ler ou fazer a cama logo pela manhã? Afinal quem foi a personagem que afirmou que nós temos de fazer a cama pela manhã e deixar de jogar tanto á bola?Afinal quem é a pessoa que andou aí a passar a mensagem que o amor é a melhor coisa do Mundo e que sem ele o mais provavel é nao viver mas sim existir?Afinal quem veio dizer que amar é sofrer? E que na vida iremos sempre escolher quem não devemos e que a cara metade raramente irá aceitar o teu amor logo á primeira?Quem é que veio afirmar que os homens nao percebem as mulheres e vice-versa? Todos nós, venha quem vier, evolui todos os dias, todos os anos a sua maneira de pensar acerca de algo...Todos nós erramos, todos nós nos sentimos sós e por vezes pensamos que é desta que nunca mais iremos sair do poço... Alguns julgam já estar no fundo do poço e nem sequer ainda o viram outros julgam que ainda faltam alguns passos para lá ir para e no fundo já lá estão...Todos nós já fomos azeiteiros, gunas, bandidos, lindos, especiais, únicos e fenomenais! Muitos mudam, outros preferem o mesmo "sofá" durante anos...Todos nós já confiamos em quem não deviamos, falamos mal de alguém, desejamos uma diarreia, uma perna partida a alguém... Todos nós!Todos nósjá dizemos:"Eu nunca na vida estarei ali ou farei aquilo" e chega a uma certa altura da tua vida e PLIMMMM lá estás tu onde supostamente nunca estarias.Todos já andamos sozinhos na noite com algum receio de um cão ou de um velho bebâdo ou até mesmo de um carro que parava para te pedir indicações.Todos nós já adoramos mais o NATAL que Festivais de Verão, todos nós já preferimos Cerelac a Ice Tea e Ice Tea a Super Bock...Todos já preferimos faltar ás aulas para ir fazer qualquer outra coisa, todos nós já faltamos para ir fazer qualquer outra coisa... Já preferimos trabalhar, a aulas de história e quando começas a trabalhar preferias estar a aturar a velha chata com uma verruga na ponta do nariz e com as sobrancelhas "coladas"...Todos nós já sonhamos em ser algo somente por um dia... Todos nós já tivemos a dita "maior sorte do MUNDO" e o seu amigo "maior azar do MUNDO". Já sonhamos e desistimos, já lutamos e perdemos, já ganhamos e já lutamos e já perdemos sem lutar também.Já gostamos de quem não deviamos, já compramos uma coisa que tanto se desejava e afinal o desejo não passou de uma ou duas horas ou com sorte um dia.Todos nós já ouvimos uma música 20 vezes seguidas, todos nós já dizemos que não gostavamos de um genero de música e com o passar do tempo lá estamos nós derretidos com o genero que era certo que detestavamos.Já tiramos conclusoes só pelo aspecto de uma pessoa ou até mesmo só pela companhia dela.Já falamos demais quando calados faziamos tanto e já fizemos tanto calados e pela "calada".Já nós sentimos mais gordos e mais magros que nunca. Mais rápidos que nem sequer uma gazela nos apanhava mais leves que até a tua bisavó podia contigo ao colo.Já tivemos medo de falar, e já de tanto falar causamos medo a alguém.Já quisemos esclarecer as coisas com alguém e escavamos ainda mais o buraco.Já tivemos as melhores intenções e fomos mal compreendidos, já fomos mal amados, já fomos parvos estúpidos e já passamos de bestas a bestiais.Todos nós na verdade nunca fomos totalmente portugueses, FOMOS SEMPRE TUDO!


Esta viagem já estava no bau há

algum tempo mas só decidi colocá-la agora.

A verdade Portuguesa

"Nasceram aqui mas o B.I. nunca foi amarelo
Correram aqui mas viram-se ultrapassados pelo Obikwelu
Jogaram aqui mas acabaram fintados pelo Deco
Gritaram Portugal mas Portugal nunca fez eco
Viraram á esquerda e á direita e deram de caras com um beco
Ajoelharam-se a Fátima mas falaram para o Boneco
Perdoa-me Deus se isto é blasfémia
Mas o Portugal do macho não é o Portugal da fêmea
Portugal do rico não é Portugal do pobre
Portugal de ouro e prata Portugal de latão e cobre
Portugal para o turismo e um Portugal que se encobre
Portugal para Lisboa e Porto e Portugal para o que sobra..."


Portugal aos Portugueses...

Do que se lê por ai:

"Há muitas pessoas que conseguem empurrar o baloiço correctamente, mas, muito poucas te dão a sensação que estás a voar.."



terça-feira, 21 de junho de 2011

Como é que se Esquece Alguém que se Ama?

Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está? As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar. É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução. Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha. Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado. O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.


Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Alguns slides...

Onde estão os meus amigos?

Remotas memórias saltitam...Cheiros, odores, miragens.

O café. O sorriso.

O:"Olá como está!" e outras encenações.

A novidade. A vizinha que andava de pijama fugiu, amanhã vem no jornal.

Ai..os finos no Gardens.

Os destemidos tremoços.

Moços, canalha, navalha.

Pensa coração

Amigos onde estais?

A sueca com cervejas à mistura. O relato da bola. A malha, as setas, o gozo do relógio. Sandes mistas, pizzas, vinho do Andrade.

Domingo. Especialmente domingo

Ressacados, dentes lavados e água em plástico labrego

Salteadores da razão perdida.Perdidos, enjaulados.

Revista J. O cú da outra. Regalo para a vista.

Suplemento a cores com risos grandes. Apodrecendo lentamente o azul das águas E eu impotente. A raiva afogada entre copos e pernas de mulheres. Que não são putas nem são falsas nem são nada São pernas de mulheres e copos simplesmente.

Paga-se a saudade com cartão de crédito.

Táxi

Leva-me para onde está o meu amor

Táxi

Leva-me para lá de mim

Táxi

Atropela-me os sentidos e a alma para não deixar vestígios...